setembro 1, 2010

ai, que coisa chata isso de ficar tendo que se espremer nas convenções. Como eu odeio isso!! Dizem que as mulheres são complexas, mas eu acredito que os homens são muito mais. Gostaria muito de viver em um mundo onde só poderíamos falar a verdade. Abriríamos a boca e as verdades sairiam pelo ar. Não daria pra prender nada. Assim, seria muito mais fácil. Não que não? Beleza. Tchau! Quer? Então vamos ver no que dá.

Porque todos pensam que queremos casar, ter filhos, e viver felizes para sempre. Um alerta aos homens: NÃO!! Não é isso que queremos! Queremos ser felizes, da mesmo forma que vocês. Casadas ou não. Com filhos ou não. Dane-se! Só queremos viver. Intensamente. Conhecer pessoas novas, tomar um chopp no bar da esquina, conversar sobre a vida, trocar experiências, fazer sexo. É isso que queremos, tá?!

Sem querer dar uma de mulher mordida, juro que não estou. Só queria nunca mais me incomodar em falar o que penso, em fazer o que quero. Sei que é impossível, mas seria tão bom. Tão fácil.

Vamos levar tudo na facilidade? na normalidade? Por favor!!

maio 18, 2010

Nem acredito que já estou nas resoluções de aniversário de novo. Que mundo é esse? Que tudo passa tão rápido, tantas coisas pra ver, conhecer. Não dá tempo. Não dá tempo nem de nos conhecermos. E parece que não aprendemos nada. Será que aprendi algo? Me parece que sim, mas talvez não. Talvez seja a mesma teimosa, vaidosa, chata. Decidi não me corrigir mais. Escrevo sem pensar. E não apago mais. Assim como as palavras que falamos. Se não podemos apagá-las, também não quero apagar o que escrevo. E como isso pode ser comprometedor. E poderia não ser. Seria tão melhor se não fosse.

Realmente, não entendo porque precisa ser. Vontade de sair falando umas verdades. Por que precisamos nos controlar tanto? Se não me controlo, me arrependo. Sempre terá alguém para pôr o dedo na minha cara. Aproveita e espreme uma espinha, tira uma meleca. Que meleca!

Homenagem aos que põem o dedo na cara do outro. Por que você não aproveita e tira uma meleca?

Tempo

julho 21, 2009

Tudo muda muito rápido para mim. Cada dia é um diferente. Às vezes o dia presente parece pior, mas não é. Porque é outro. Hoje li um livro que me fez pensar muito. “muito longe de casa”. Nós somos uns outros. Ou o eu é um outro. É incrível, como nos reconhecemos nos outros. Mesmo com trajetórias tão diferentes da nossa, nós reconhecemos algo. Algum sentimento nos é familiar. E pensar que minha vida é tão boa, comparada à daqueles que sofrem nas guerras, crianças-soldado que perdem suas infâncias matando outras crianças-soldado. E eu tive uma infância tão boa. Na verdade, eu tive infância. Percebemos na superação do outro, que também somos capazes de superar coisas que jamais pensaríamos que alguém pudesse ser capaz de superar. E é assim que crescemos. Que aprendemos a ser mais positivos. Ter uma relação mais saudável com a vida. Só de poder respirar, sair na rua, ir a praia, correr, nadar, ler, escrever. São tantas coisas que muitos não podem fazer e nem por isso são menos felizes, ou nem por isso não conseguem superar as dificuldades e aprederem a fazer outras tantas coisas maravilhosas. Cada um tem seu fardo, mas também sua benção. Às vezes sua benção pode parecer um fardo, mas não é não. Pensa bem.

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Site oficial do filme: http://wwws.br.warnerbros.com/ocontadordehistorias/site/

Baseado em fatos reais. Belo Horizonte, fim da década de 70. Aos 6 anos, Roberto Carlos Ramos já demonstra enorme talento para contar histórias. Caçula de dez irmãos e morador de favela, é o escolhido por sua mãe para ir viver numa nova instituição anunciada pelo governo como uma oportunidade para aqueles que viviam na pobreza. O filme mostra como o poder do amor e afeto pode transformar a vida de uma pessoa (Roberto era considerado um menino incorrigível, mas tem sua vida transformada pelo amor e dedicação de uma professora francesa- Margherit).

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Filme emocionante, como há muito tempo não via. O cinema brasileiro sempre vale a pena, mas esse disse a que veio. Sensacional!

julho 2, 2009

Contrastes de imagens de trastes. Sujeira líquida. Chorume. Um fedor de horror. Que coincidência. Eu também senti.

É capaz de sentir de longe, que entra nas narinas. Que nojo. Mas não deixa de ser imagem interessante, nada elegante, de gente.

É sentido de longe. E se faz presente. É a poeira preta, a fuligem. Quem dera eu ser diferente, dessa gente.

Mais que o tudo. O mais importante de tudo, no mundo. O maior. Mesmo assim não é o bastante. Falta mais um pouco. Cospe no chão. Pega o lixo e passa na cara. A cara fica preta.

Sai para o lado de lá. Dá um tapa na cara. Se joga no chão. Balança os braços, pede ajuda. Nada. Tenta se levantar, tropeça. Nada. Cai de cara, se arranha. Nada. Cadê todo mundo?

Aquarela

junho 24, 2009

Me sinto como uma aquarela. Frágil, complexa, clara, quase transparente, mas bela. Uma gota é arrastada em mim, desce pelo meu corpo, entra pela minha derme e vai até o coração, percebe que não é ali. Continua a viagem, sobe até o cérebro. Aí sim, ela se dá como satisfeita. Nesse lado misterioso do corpo, só se torna maior, ela se alimenta dos pensamentos. Cresce e cresce. E quando sai do corpo, percebe que é apenas uma gota. Lá dentro, era um gigante. E acompanhando o pincel, faz desenhos abstratos pelo meu corpo, desenha mistérios que viu lá dentro. Agora é uma nova gota, algo lá dentro lhe disse que era muito maior do que imaginava ser.

gota

Perguntas

maio 28, 2009

CIGANA_DAS_CASTANHOLAS

E se essa agonia não passa? E se essa angústia é própria do ser? Que mesmo inventando e criando não passa? Sem medo de dizer que sou ou que é.  Quem sabe, sabe. Ou como dizem, quem tem, tem medo. São aqueles que estão nas ruas o tempo todo, que te empurram pro outro lado quando está indo por caminhos tortuosos. Gostaria de criar um veículo de transformação e guia das pessoas. Por que é tão difícil que entendam? Por que são cegos de coração?  Não importa se somos bons ou maus, porque tudo se transforma, renasce. Eles sabem muito bem disso. Sem dúvida, são filhos Daquele que tudo vê. Por isso entendem que somos humanos, erramos e erramos, insistimos nos caminhos de pedras. E matamos. A confiança, o amor. E se meu amor por eles não for o bastante… sempre será. Não adianta tentar esconder, porque eles sabem e descobrem. Eles entendem as mais profundas dúvidas e os mais profundos questionamentos. E por que preciso questionar tanto? Será que é ontológico? Creio que sim. E é ontológica também, a presença deles, no topo da minha cabeça, sempre foi e sempre será. E faço questão e oro pra isso. Se são eles que nos fazem ser quem somos, que através do amor, se modificaram e modificam tudo e todos. Por algo que posso chamar de descoberta.

Uma homenagem antecipada àqueles que caminham ao nosso lado.

bolo

Aniversário só faz a gente querer voltar atrás. Diferente de outras pessoas, eu tenho resoluções de aniversário e não de Ano Novo. Mas não tem dia melhor pra gente perceber o que realmente importa, e o mais importante, quem realmente interessa. Sem querer me fazer de coitada, nem nada, mas a cada ano tenho menos amigos e mais amigos. Como isso é possível? Os menores se tornam maiores e outros passam, como tudo na vida. Minha grande felicidade e decepção na vida são os amigos. E tenho tanto para aprender sobre as pessoas, cada dia que passa descubro algo genial e banal de alguém. Algo lindo e terrível. E isso que é maravilhoso. Saber que somos todos diferentes, e valiosos por essas diferenças. Não é possível ter só alegrias, nem no dia em que nascemos. Mas me sinto mais completa a cada dia desses comemorados ou não. Porque os bons não passam nunca. Eles tão ali, firmes e fortes. E hoje estou aqui para agradecer àqueles que não passam nunca. Obrigada.

Sempre alerta e vigilante.

maio 18, 2009

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Ser feliz é duro. Ter que sorrir sempre. Desfilar. Dizer palavras bonitas, com as bochechas rosadas. É duro. Ser alvo de olhares-raio-laser. Tem que andar de armadura. Tomar cuidado com as minas terrestres. Você pode perder uma perna. É bom que esteja bem vestido também, mas não tanto. Afinal, você não vai querer incomodar.

Aparecer só de vez em quando. Por trás dos arbustos. É preciso fingir também, ter dotes artísticos. Eu não quero assustar ninguém. Mas CUIDADO. Ser feliz pode ser perigoso.

maio 13, 2009

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tão difícil ser compreendida. as pessoas trocam as palavras, inventam novas e dizem que você que disse. eu não falei nada, juro. tão complicado conviver com os outros, e sem eles também. nesse desespero do dia-a-dia, poderia, sim, haver mais solidariedade. tão revoltada com tudo, tão longe de tudo. mas tão dentro de tudo. e querendo tanto sair. não aguento mais falar tão. que palavra tão pesada. tá tudo muito pesado pra mim. será que é preciso ser assim? eu só queria um tempinho. só unzinho. por favor.

 

ps: botanto Miró pra ver se o pensamento pára de pensar. e começa a viajar.