nem mesmo sei falar

maio 11, 2009

casadamari 080

É que é tão ou mais difícil ser tão ou mais tudo que ela. Porque é tão sabia, é tão completa, é tão humana. Ela quer. Ela sente. E transborda, e sorri. Abraça, enlaça. Só sofre, não sobre nada, não sofre. Complexa e completa, pra mim. Quer ver, enxerga e torçe. Não torçe palavra. Só pensa e não pensa em nada. Faz graça. É viva, e vida. Acalma. Chora e segura. Meu braço e o balança. Sacode e afaga. Passa a mão sobre meu cabelo, e durmo. Sonhamos com campos e mares, infinitos. Sem lágrimas, com emoção. Sorte. E é forte, como rocha. Justa. É filha da mãe dos mares. Aquela que nos protege e nos guia, pra dentro de nossas próprias vidas. Sem direção, com emoção. E é só emoção. Somos água, fluidas, fluidificadas. Claras e escuras, vermelhas. E somos fogo, que abre caminhos, desbravando, sem. Pre.

Por tudo e sem tudo, ela é minha. Mãe.

Obrigada.

maio 8, 2009

mocanajanela_dali

Ai, meu Deus. Vou ter que fazer chá de tampa de chaleira. Desse jeito não dá. Tudo acontece no mesmo dia. É um brainstorm involuntário. Pensamentos que se entrelaçam sem sentido. Que despregam meu olho, bagunçam minha mente, arracam meus cabelos. Meu pescoço endurece, minha cabeça pende. Enlouqueço. E caio. Pés no chão de novo, começa um novo dia.

 

“Ama-me um pouco menos. Mas ama-me um pouco mais.”

Dica

maio 7, 2009

camille_lefil

Para quem ainda não conhece, vale muito a pena. Música flutuante. Os clipes são incríveis também (http://www.youtube.com/watch?v=XIuyVAXvf1k) Acho que ela não existe.

E o site, demais! http://www.camille-lefil.com/

Precisei

maio 6, 2009

les20chansons20damour2020071

Precisei ver de novo pra sentir de novo. Agora pode me dizer, você também adora chorar. Pensamos em coisas tristes para chorar. Pensamos em algo feliz para chorar. Vivemos e revivemos o amor para chorar.  Algo tão atrelado à nossa mente e corpo, e aura, e mais. Incontrolável, por isso penso ser atrelado.

Parece que renova. Expomos o nosso interior, nos reviramos do avesso, para voltar à estaca zero e começar tudo de novo. Às vezes ficamos tão presos àquilo a que nos prende, ao que pensamos ser ou devemos ser,  porque, o que? E é uma desconfiança imensa em nós mesmos. Será que também somos capazes de fazer chorar? E será que isso é relevante?

Porque essa vontade ininterrupta de dominar? controlar? Quero essa lágrima agora. É você mesma, vem cá. Agora não quero mais não. Pode voltar pro lugar de onde veio. Ah, não dá? Engole então.  E também tem aquela coisa, de hoje. Procura interminável por tudo. Raiva que me dá isso, mesmo assim não consigo deixar de procurar. Coisas da juventude, vão dizer. É ruim, em.

De novo. Na luta contra o marasmo.

maio 5, 2009

casadamari-148

OSHO. Quem dera fosse assim tão fácil. Tudo que temos que aprender em 20 páginas. Nessa busca louca de auto conhecimento fazemos blogs. Deve ser por isso que estou aqui. E se perguntarem se é irrelevante ou até possível diremos que estamos tentando. E isso já vale. 

Somos invadidos o tempo todo, nos capturam sem percebermos. Mas as correntes são todas imaginárias. São obras de toda uma intelectualidade mal aproveitada, de um medo de me enfrentar e perder, e acima de tudo, de um marasmo infernal.

Na luta contra o marasmo.

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