Tempo

julho 21, 2009

Tudo muda muito rápido para mim. Cada dia é um diferente. Às vezes o dia presente parece pior, mas não é. Porque é outro. Hoje li um livro que me fez pensar muito. “muito longe de casa”. Nós somos uns outros. Ou o eu é um outro. É incrível, como nos reconhecemos nos outros. Mesmo com trajetórias tão diferentes da nossa, nós reconhecemos algo. Algum sentimento nos é familiar. E pensar que minha vida é tão boa, comparada à daqueles que sofrem nas guerras, crianças-soldado que perdem suas infâncias matando outras crianças-soldado. E eu tive uma infância tão boa. Na verdade, eu tive infância. Percebemos na superação do outro, que também somos capazes de superar coisas que jamais pensaríamos que alguém pudesse ser capaz de superar. E é assim que crescemos. Que aprendemos a ser mais positivos. Ter uma relação mais saudável com a vida. Só de poder respirar, sair na rua, ir a praia, correr, nadar, ler, escrever. São tantas coisas que muitos não podem fazer e nem por isso são menos felizes, ou nem por isso não conseguem superar as dificuldades e aprederem a fazer outras tantas coisas maravilhosas. Cada um tem seu fardo, mas também sua benção. Às vezes sua benção pode parecer um fardo, mas não é não. Pensa bem.

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Site oficial do filme: http://wwws.br.warnerbros.com/ocontadordehistorias/site/

Baseado em fatos reais. Belo Horizonte, fim da década de 70. Aos 6 anos, Roberto Carlos Ramos já demonstra enorme talento para contar histórias. Caçula de dez irmãos e morador de favela, é o escolhido por sua mãe para ir viver numa nova instituição anunciada pelo governo como uma oportunidade para aqueles que viviam na pobreza. O filme mostra como o poder do amor e afeto pode transformar a vida de uma pessoa (Roberto era considerado um menino incorrigível, mas tem sua vida transformada pelo amor e dedicação de uma professora francesa- Margherit).

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Filme emocionante, como há muito tempo não via. O cinema brasileiro sempre vale a pena, mas esse disse a que veio. Sensacional!

julho 2, 2009

Contrastes de imagens de trastes. Sujeira líquida. Chorume. Um fedor de horror. Que coincidência. Eu também senti.

É capaz de sentir de longe, que entra nas narinas. Que nojo. Mas não deixa de ser imagem interessante, nada elegante, de gente.

É sentido de longe. E se faz presente. É a poeira preta, a fuligem. Quem dera eu ser diferente, dessa gente.

Mais que o tudo. O mais importante de tudo, no mundo. O maior. Mesmo assim não é o bastante. Falta mais um pouco. Cospe no chão. Pega o lixo e passa na cara. A cara fica preta.

Sai para o lado de lá. Dá um tapa na cara. Se joga no chão. Balança os braços, pede ajuda. Nada. Tenta se levantar, tropeça. Nada. Cai de cara, se arranha. Nada. Cadê todo mundo?

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