Aquarela
junho 24, 2009
Me sinto como uma aquarela. Frágil, complexa, clara, quase transparente, mas bela. Uma gota é arrastada em mim, desce pelo meu corpo, entra pela minha derme e vai até o coração, percebe que não é ali. Continua a viagem, sobe até o cérebro. Aí sim, ela se dá como satisfeita. Nesse lado misterioso do corpo, só se torna maior, ela se alimenta dos pensamentos. Cresce e cresce. E quando sai do corpo, percebe que é apenas uma gota. Lá dentro, era um gigante. E acompanhando o pincel, faz desenhos abstratos pelo meu corpo, desenha mistérios que viu lá dentro. Agora é uma nova gota, algo lá dentro lhe disse que era muito maior do que imaginava ser.
