Perguntas
maio 28, 2009

E se essa agonia não passa? E se essa angústia é própria do ser? Que mesmo inventando e criando não passa? Sem medo de dizer que sou ou que é. Quem sabe, sabe. Ou como dizem, quem tem, tem medo. São aqueles que estão nas ruas o tempo todo, que te empurram pro outro lado quando está indo por caminhos tortuosos. Gostaria de criar um veículo de transformação e guia das pessoas. Por que é tão difícil que entendam? Por que são cegos de coração? Não importa se somos bons ou maus, porque tudo se transforma, renasce. Eles sabem muito bem disso. Sem dúvida, são filhos Daquele que tudo vê. Por isso entendem que somos humanos, erramos e erramos, insistimos nos caminhos de pedras. E matamos. A confiança, o amor. E se meu amor por eles não for o bastante… sempre será. Não adianta tentar esconder, porque eles sabem e descobrem. Eles entendem as mais profundas dúvidas e os mais profundos questionamentos. E por que preciso questionar tanto? Será que é ontológico? Creio que sim. E é ontológica também, a presença deles, no topo da minha cabeça, sempre foi e sempre será. E faço questão e oro pra isso. Se são eles que nos fazem ser quem somos, que através do amor, se modificaram e modificam tudo e todos. Por algo que posso chamar de descoberta.
Uma homenagem antecipada àqueles que caminham ao nosso lado.
Resoluções de aniversário
maio 25, 2009

Aniversário só faz a gente querer voltar atrás. Diferente de outras pessoas, eu tenho resoluções de aniversário e não de Ano Novo. Mas não tem dia melhor pra gente perceber o que realmente importa, e o mais importante, quem realmente interessa. Sem querer me fazer de coitada, nem nada, mas a cada ano tenho menos amigos e mais amigos. Como isso é possível? Os menores se tornam maiores e outros passam, como tudo na vida. Minha grande felicidade e decepção na vida são os amigos. E tenho tanto para aprender sobre as pessoas, cada dia que passa descubro algo genial e banal de alguém. Algo lindo e terrível. E isso que é maravilhoso. Saber que somos todos diferentes, e valiosos por essas diferenças. Não é possível ter só alegrias, nem no dia em que nascemos. Mas me sinto mais completa a cada dia desses comemorados ou não. Porque os bons não passam nunca. Eles tão ali, firmes e fortes. E hoje estou aqui para agradecer àqueles que não passam nunca. Obrigada.
Sempre alerta e vigilante.

Ser feliz é duro. Ter que sorrir sempre. Desfilar. Dizer palavras bonitas, com as bochechas rosadas. É duro. Ser alvo de olhares-raio-laser. Tem que andar de armadura. Tomar cuidado com as minas terrestres. Você pode perder uma perna. É bom que esteja bem vestido também, mas não tanto. Afinal, você não vai querer incomodar.
Aparecer só de vez em quando. Por trás dos arbustos. É preciso fingir também, ter dotes artísticos. Eu não quero assustar ninguém. Mas CUIDADO. Ser feliz pode ser perigoso.

tão difícil ser compreendida. as pessoas trocam as palavras, inventam novas e dizem que você que disse. eu não falei nada, juro. tão complicado conviver com os outros, e sem eles também. nesse desespero do dia-a-dia, poderia, sim, haver mais solidariedade. tão revoltada com tudo, tão longe de tudo. mas tão dentro de tudo. e querendo tanto sair. não aguento mais falar tão. que palavra tão pesada. tá tudo muito pesado pra mim. será que é preciso ser assim? eu só queria um tempinho. só unzinho. por favor.
ps: botanto Miró pra ver se o pensamento pára de pensar. e começa a viajar.
nem mesmo sei falar
maio 11, 2009

É que é tão ou mais difícil ser tão ou mais tudo que ela. Porque é tão sabia, é tão completa, é tão humana. Ela quer. Ela sente. E transborda, e sorri. Abraça, enlaça. Só sofre, não sobre nada, não sofre. Complexa e completa, pra mim. Quer ver, enxerga e torçe. Não torçe palavra. Só pensa e não pensa em nada. Faz graça. É viva, e vida. Acalma. Chora e segura. Meu braço e o balança. Sacode e afaga. Passa a mão sobre meu cabelo, e durmo. Sonhamos com campos e mares, infinitos. Sem lágrimas, com emoção. Sorte. E é forte, como rocha. Justa. É filha da mãe dos mares. Aquela que nos protege e nos guia, pra dentro de nossas próprias vidas. Sem direção, com emoção. E é só emoção. Somos água, fluidas, fluidificadas. Claras e escuras, vermelhas. E somos fogo, que abre caminhos, desbravando, sem. Pre.
Por tudo e sem tudo, ela é minha. Mãe.
Obrigada.

Ai, meu Deus. Vou ter que fazer chá de tampa de chaleira. Desse jeito não dá. Tudo acontece no mesmo dia. É um brainstorm involuntário. Pensamentos que se entrelaçam sem sentido. Que despregam meu olho, bagunçam minha mente, arracam meus cabelos. Meu pescoço endurece, minha cabeça pende. Enlouqueço. E caio. Pés no chão de novo, começa um novo dia.
“Ama-me um pouco menos. Mas ama-me um pouco mais.”
Dica
maio 7, 2009

Para quem ainda não conhece, vale muito a pena. Música flutuante. Os clipes são incríveis também (http://www.youtube.com/watch?v=XIuyVAXvf1k) Acho que ela não existe.
E o site, demais! http://www.camille-lefil.com/
Precisei
maio 6, 2009

Precisei ver de novo pra sentir de novo. Agora pode me dizer, você também adora chorar. Pensamos em coisas tristes para chorar. Pensamos em algo feliz para chorar. Vivemos e revivemos o amor para chorar. Algo tão atrelado à nossa mente e corpo, e aura, e mais. Incontrolável, por isso penso ser atrelado.
Parece que renova. Expomos o nosso interior, nos reviramos do avesso, para voltar à estaca zero e começar tudo de novo. Às vezes ficamos tão presos àquilo a que nos prende, ao que pensamos ser ou devemos ser, porque, o que? E é uma desconfiança imensa em nós mesmos. Será que também somos capazes de fazer chorar? E será que isso é relevante?
Porque essa vontade ininterrupta de dominar? controlar? Quero essa lágrima agora. É você mesma, vem cá. Agora não quero mais não. Pode voltar pro lugar de onde veio. Ah, não dá? Engole então. E também tem aquela coisa, de hoje. Procura interminável por tudo. Raiva que me dá isso, mesmo assim não consigo deixar de procurar. Coisas da juventude, vão dizer. É ruim, em.
De novo. Na luta contra o marasmo.

OSHO. Quem dera fosse assim tão fácil. Tudo que temos que aprender em 20 páginas. Nessa busca louca de auto conhecimento fazemos blogs. Deve ser por isso que estou aqui. E se perguntarem se é irrelevante ou até possível diremos que estamos tentando. E isso já vale.
Somos invadidos o tempo todo, nos capturam sem percebermos. Mas as correntes são todas imaginárias. São obras de toda uma intelectualidade mal aproveitada, de um medo de me enfrentar e perder, e acima de tudo, de um marasmo infernal.
Na luta contra o marasmo.